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Thomas Hampson e o maestro Jordan. |
No programa B da digressão internacional da Mahler Jugendorchester que terminou ontem, em Itália, tocou-se, na primeira parte, o Adagio da sinfonia inacabada de Mahler.
Ao contrário do que tenho lido pelas críticas que a este concerto se fizeram na Internet, não gostei da forma como o maestro levou o andamento. Posso estar a escrever disparates, mas eu gostaria de ouvir o elemento surpresa da música, de viver aquelas exclamações e "tentativas de regresso" [Bernstein sobre o final da 9.ª], e não apenas de ouvir apenas as notas da partitura, com os metais a tocar, novamente, de forma inconveniente. Gostava de ouvir "o que está para além da música".
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O tenor Burkhard Fritz, tendo um timbre adequado, nem sempre conseguiu projectar a voz "por cima" da orquestra. |
O atraso desta crítica já se fez notar; e agora tenho mesmo de escrever porque, no sábado, baterá à porta um Capriccio que parece ser muito bom! Mas o que me motivará a criticar Thomas Hampson, cantando o seu Mahler? Eu, que procuro há mais de um ano a crítica destrutiva, pergunto-me: o que há aqui que eu possa destruir? A sensibilidade da interpretação d'A Canção da Terra, por Hampson, "corrigiu" em três canções as prestações menos interessantes (mas aceitáveis) do maestro e do tenor Burkhard Fritz. O último andamento foi de calar as tosses: e Abschied, sem encores.
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Sala cheia, com Thomas Hampson na plateia, na primeira parte!
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