Novo Grande Auditório da Gulbenkian

 (Fonte)

Finalmente, as obras do grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian estão quase terminadas. No próximo sábado, dia 15, haverá um intenso programa cultural a celebrar a reabertura do tão acarinhado espaço agora reconstruído. Descubra mais sobre a "epopeia" do grande auditório aqui:

No dia 2 de junho passado, ainda sob a emoção dos acordes finais da ópera Otello de Giuseppe Verdi, logo após a saída do último espetador, as portas do Grande
Auditório fecharam-se para se dar início a um projeto de obras de restauro e modernização que iria estender-se por cerca de oito meses.

A partir desse dia, a música deu lugar ao ruído e ao tumulto decorrente de uma intervenção profunda que iria transformar o Grande Auditório numa das mais modernas e tecnologicamente mais bem apetrechadas salas de espetáculos, no seu género, do mundo.
(...)
Mantenha-se informado sobre as festividades de inauguração, tendo em conta que os bilhetes serão oferecidos na bilheteira, no máximo 2 por pessoa, a partir das 10h de sábado. O programa será teste das novas capacidades em pleno do "novo" auditório, contando com projecções em vídeo e concertos ao vivo, com a presença em palco de Joana Carneiro e mais um concerto de "Vem cantar com o coro Gulbenkian", dirigido pelo maestro Jorge Mata.
Programa oficial aqui.

2014, bem vindo!

Votos de um 2014 completo e cheio de boa ópera a todos os leitores! 

 

Die Fledermaus, Metropolitan Opera, 31 Dez 2013

Exposição “Noites em São Carlos” volta ao ataque!

Rigoletto em S. Carlos, 1986: Fernando Teixeira.


Um ano depois da primeira edição, a série de visitas guiadas ao Teatro Nacional de São Carlos foi repensada e recriada para a celebração do duplo bicentenário, dos 120 anos de Almada Negreiros, do 150º aniversário do barítono Maurício Bensaúde, passando também por um espaço dedicado ao tenor António de Andrade. 

Na sala principal, estarão expostos cenários, adereços e figurinos das produções do Rigoletto de 1975, 1979 e 1986, alguns dos quais são parte das lendárias produções Lisboetas de Gino Bechi (nascido há 100 anos). Segundo o teatro, “relembram-se Alfredo Kraus, Fernando Teixeira, Piero Cappucilli, Renato Bruson, Elvira Ferreira, Ileana Cotrubas, Elisete Bayan, ou Carlos Fonseca.” No salão nobre, “foram montadas cenas de A Valquíria, Parsifal e Siegfried”, revela a mesma fonte.

Maurício Bensaúde foi um cantor português lendário, tendo nos velhos tempos (era anterior ao gramofone) sido apresentado nos principais papéis de barítono, nos grandes palcos europeus e americanos. Segundo o TNSC, Puccini tê-lo-á escolhido para o Marcello da estreia da Bohème em Buenos aires—o que, acrescenta o PZ, foi na altura algo notável: o teatro de Buenos Aires era, nesses tempos, um grande centro cultural como os europeus, onde Puccini foi pessoalmente estrear La Bohème e apurar as circunstâncias misteriosas da morte do seu irmão.

O P.Z. não vai perder esta... contando com um guia decente desta vez!