Quiz: excertos de música 04 (Resolvido)

Pista: perguntem ao Paulo do Valkirio! hehehe


Desta vez, o excerto publicado é, como apontou o Paulo, de uma das Últimas Quatro Canções (Vier Letzte Lieder) de Richard Strauss. Esta obra é um conjunto de quatro canções de extraordinário sentimento que, tanto quanto chega à minha interpretação de ignorante (que por acaso até sabe que não há provas de Strauss ter pretendido que estas canções fossem um ciclo), simbolizam quatro etapas da vida e, por isso, nunca devem ser separadas. O fim de Setembro, que aqui ouvimos, é lindíssimo. 

Esta é, a meu ver, a melhor gravação disponível desta canção:

Quiz: excertos de música 03 (Resolvido)

Pista: Dezembro.

Acho que devo admitir que o Paulo acertou! Tal como deixou implícito no seu comentário, o clip reúne dois excertos da música de Prokofiev do bailado Romeu e Julieta
Quanto às pistas, a minha era «Dezembro», mês deste ano em que o Teatro Nacional de São Carlos vai levar à cena uma produção deste bailado.
A segunda, sugerida pelo Paulo, é «Fonteyn/Nureyev»: a grande dupla de bailarinos (Margot Fonteyn & Rudolf Nureyev) que celebremente representou os papéis de Romeu e Julieta, tal como os dos protagonistas do Lago dos Cisnes e de outros bailados. Também sugerida pelo Paulo, a terceira pista «Joana Carneiro» remete para a maestrina portuguesa, que tem tocado suites deste bailado com alguma frequência, dirigindo a Orquestra Gulbenkian (como pode comprovar aqui).

Sumário da Temporada 2010-2011 do Teatro Nacional de S. Carlos

A temporada do Teatro Nacional de S. Carlos que se encerrou há dias, apesar de poder criar a ilusão de ter sido uma boa temporada por ter acabado em grande com uma Carmen e com o mediático Festival ao Largo, não passou de uma temporada pobrezita. Também é certo que os fundos atribuídos pelo Estado a esta instituição não permitem muito melhor..


A Dona Branca, cancelada e transitada da temporada anterior, foi um espectáculo sem encenação e com alguns cantores que jamais deveriam aceitar cantar em versões de concerto
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Katìa Kabanová foi um bom espectáculo, com cantores aceitáveis e uma encenação interessante, mas um bocado maçudo.

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Esta temporada também levou ao palco a pior produção de uma ópera que alguma vez vi na vida: Cavalleria Rusticana. O espectáculo tomava claramente o público por ignorante com a impertinência do “contar uma ópera”, com a pobreza da direcção musical, e com a simples falta de talento dos cantores.
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Gianni Schicchi & Blue Monday foi o resultado do agrupamento de duas óperas que nenhum elo de relação pertinente têm, tendo contado com cantores de pouco interesse e uma encenação em que, segundo J. Calado (in “Jornal Expresso”), “o encenador tomou o lugar do morto”.

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Banksters foi um espectáculo estreante a que não assisti por ter da sua qualidade sérias dúvidas, mas que a crítica proporcionada neste mini-inquérito ou neste blog aponta como um bom espectáculo.


Por ocasião do centenário do nascimento do compositor, apresentou-se O Chapéu de Palha de Florença – ópera pouco interessante, mas que foi bem aproveitada com recursos exclusivamente nacionais. Valeu bem a pena!

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Carmen foi, sem dúvida, o melhor espectáculo da temporada – bem como o único que encheu a sala (em todas as récitas). A famosa ópera foi bem encenada, e nela cantaram cantores de capacidades vocais heterogéneas, dos quais se salientou muito positivamente a protagonista.

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Finda a parte lírica, houve um interessantíssimo ciclo de pequenos concertos de “Estúdio de ópera”, muito bem dirigido por João Paulo Santos. E, para honrar a tradição desenvolvida há um par de anos, realizou-se o Festival ao Largo, que parece ter sido mais um ciclo agradável.

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Como o leitor pode constatar se voltar a ler os parágrafos ao contrário, a temporada não foi nada de especial.
Balanço final