Quiz: excertos de música 03 (Resolvido)

Pista: Dezembro.

Acho que devo admitir que o Paulo acertou! Tal como deixou implícito no seu comentário, o clip reúne dois excertos da música de Prokofiev do bailado Romeu e Julieta
Quanto às pistas, a minha era «Dezembro», mês deste ano em que o Teatro Nacional de São Carlos vai levar à cena uma produção deste bailado.
A segunda, sugerida pelo Paulo, é «Fonteyn/Nureyev»: a grande dupla de bailarinos (Margot Fonteyn & Rudolf Nureyev) que celebremente representou os papéis de Romeu e Julieta, tal como os dos protagonistas do Lago dos Cisnes e de outros bailados. Também sugerida pelo Paulo, a terceira pista «Joana Carneiro» remete para a maestrina portuguesa, que tem tocado suites deste bailado com alguma frequência, dirigindo a Orquestra Gulbenkian (como pode comprovar aqui).

Sumário da Temporada 2010-2011 do Teatro Nacional de S. Carlos

A temporada do Teatro Nacional de S. Carlos que se encerrou há dias, apesar de poder criar a ilusão de ter sido uma boa temporada por ter acabado em grande com uma Carmen e com o mediático Festival ao Largo, não passou de uma temporada pobrezita. Também é certo que os fundos atribuídos pelo Estado a esta instituição não permitem muito melhor..


A Dona Branca, cancelada e transitada da temporada anterior, foi um espectáculo sem encenação e com alguns cantores que jamais deveriam aceitar cantar em versões de concerto
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Katìa Kabanová foi um bom espectáculo, com cantores aceitáveis e uma encenação interessante, mas um bocado maçudo.

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Esta temporada também levou ao palco a pior produção de uma ópera que alguma vez vi na vida: Cavalleria Rusticana. O espectáculo tomava claramente o público por ignorante com a impertinência do “contar uma ópera”, com a pobreza da direcção musical, e com a simples falta de talento dos cantores.
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Gianni Schicchi & Blue Monday foi o resultado do agrupamento de duas óperas que nenhum elo de relação pertinente têm, tendo contado com cantores de pouco interesse e uma encenação em que, segundo J. Calado (in “Jornal Expresso”), “o encenador tomou o lugar do morto”.

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Banksters foi um espectáculo estreante a que não assisti por ter da sua qualidade sérias dúvidas, mas que a crítica proporcionada neste mini-inquérito ou neste blog aponta como um bom espectáculo.


Por ocasião do centenário do nascimento do compositor, apresentou-se O Chapéu de Palha de Florença – ópera pouco interessante, mas que foi bem aproveitada com recursos exclusivamente nacionais. Valeu bem a pena!

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Carmen foi, sem dúvida, o melhor espectáculo da temporada – bem como o único que encheu a sala (em todas as récitas). A famosa ópera foi bem encenada, e nela cantaram cantores de capacidades vocais heterogéneas, dos quais se salientou muito positivamente a protagonista.

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Finda a parte lírica, houve um interessantíssimo ciclo de pequenos concertos de “Estúdio de ópera”, muito bem dirigido por João Paulo Santos. E, para honrar a tradição desenvolvida há um par de anos, realizou-se o Festival ao Largo, que parece ter sido mais um ciclo agradável.

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Como o leitor pode constatar se voltar a ler os parágrafos ao contrário, a temporada não foi nada de especial.
Balanço final

Quiz: excertos de música 02 (Resolvido)

Pista: é de uma sinfonia menos conhecida.


EDIT
O excerto pertence ao primeiro andamento da sexta sinfonia de Mahler. Apesar de ser menos conhecida do que a 9ª, a 5ª, a 1ª, a 4ª, a 2ª e talvez até a 8ª, é uma sinfonia muito equilibrada e completa, bem ao gosto do compositor e do P.Z. É pena que não seja mais tocada.

Eis uma performance interessante dirigida por Maazel. (Abbado tem uma extraordinária.)

Quiz: excertos de música 01 (Resolvido)

Instrução: o Plácido Zacarias dá uns segundos de um excerto de música que não lhe sai da cabeça e o leitor tenta adivinhar de onde é que o excerto foi retirado, comentando. Passados uns tempos, o P.Z. divulga a resposta certa, a relação com a pista que deu, e os leitores que acertaram.

Pista: Hayworth.


EDIT
Este excerto pertence, como disse acertadamente o Paulo, à "dança dos sete véus" da Salome de Strauss. É uma peça de música extraordinária, que apresenta uma orquestração colorida, sensual, e, tal como se diria no tempo da sua estreia, "exótica". De tempos a tempos, este pedaço da música surge, esporadicamente, no meu pensamento e, se eu fôsse maestro, salientaria sempre a harpa, no fim.
No célebre filme homónimo protagonizado por Rita Hayworth em 1953, a actriz também dança, mas com outra música, a "dança dos sete véus".

Encontra-se aqui uma versão que vale, sobretudo, pela encenação inconvencional.