Estreou anteontem a série de concertos do Festival ao Largo deste ano. Desde há uns anos que esta série de concertos se tem realizado, recorrendo sobretudo a parcerias entre orquestras lisboetas e artistas residentes no TNSC. Como não são espectáculos pagos, justifica-se a qualidade duvidosa! Pelo que ouvi dizer, "cabem" cerca de 2000 pessoas, que podem simplesmente chegar ao Largo de S. Carlos e assistir, de pé ou sentadas (desde que cheguem com pelo menos uma hora de antecedência) aos espectáculos. A restante programação pode ser lida aqui.
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| Manda a tradição nacional que o palco seja pintado no próprio dia do espectáculo, de manhã... |
Abertura d'A Flauta Mágica (Mozart)
Deh vieni non tardar (As Bodas de Fígaro, Mozart)
Canção à Lua (Rusalka, Dvorák)
Como in quest'ora bruna (Simão Bocanegra, Verdi)
Me voilà seule dans la nuit (Pescadores de Pérolas, Bizet)
Scherazade (Rimsky-Korsakov)
Todos os números foram dirigidos por Martin André e tocados pela orquestra da Gulbenkian, e as árias, cantadas pela soprano Susana Gaspar.
A direcção musical do director artístico do teatro continua sem ter nada de especial a salientar, sendo maioritariamente desinteressante, com a excepção da Rusalka. Na canção à Lua, o maestro salientou o som das trompetes (ou como se chamem esses instrumentos), obtendo um efeito invulgar e conferindo um grande exotismo à música.
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| Cheguei meia-hora antes e já não tinha onde me sentar! |
E foi mais um concerto ao ar livre ao qual se juntaram, sempre que a orquestra tocava piano, o eléctrico com sua buzina metálica, e rumores de ambulâncias mais distantes. Agradável!







