Zampieri manda um abraço de soliedaridade para Portugal

A propósito da demissão de José Sócrates (que até tenho medo de saber onde vai isto dar...):

"Estou preocupada com a grave crise que Portugal enfrenta. Estou muito ligada a este esplêndido País e a tantos grandes amigos que lá habitam. Um grande abraço de solidaridade a todos eles."
A Diva publicou isto ontem no seu Facebook, por volta da uma da manhã. Portugal agradece e deixa um abraço de saudade. :-)

Lucia di Lammermoor | Met Live in HD

 ...E vai mais uma transmissão de alta qualidade para o auditório da Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa, em directo da Metropolitan Opera House, de Nova York!

Imagem publicitária.
A encenação de Mary Zimmerman -- já comercializada pela Deutsche Grammophon -- é uma encenação de essência moderna que transporta a acção no tempo, situando-a no último quartel século XIX. É uma encenação coesa, não muito complexa, e eficaz. Ora aqui está um exemplo a seguir!
Tézier como Enrico.
Natalie Dessay começou com "a garganta seca", como afirmou em entrevista a Renée Fleming, no backstage, mas foi recuperando até à gloriosa "cena da loucura". Sendo uma actriz nata, arrasou também vocalmente. Lembro que o público se mexe muito no Met Live; quando chegou àquela parte da "pirotecnia vocal", veio-me um espirro (felizmente contido) que me desconcentrou por breves momentos, e reparei, lá do fundo da plateia C: um auditório de cabeças imóveis, de olhos bem abertos (e presumo que de boca aberta babando). A interpretação destas árias por Dessay é, de facto, estupenda, e vale todo o espectáculo. Uns meses depois da perda de La Stupenda, há que seguir em frente!
A visão do "fantasma" foi representada coreograficamente.
Como Edgardo, esteve Joseph Calleja, que mostrou as suas óptimas habilidades de tenor à antiga. De grande tamanho ao lado da pequenina Dessay, o tenor conseguiu arranjar espaço para brilhar, mas ainda tem muito que evoluir para estar ao nível da parceira...
O acto II, culminado em fotografia.
Enrico foi interpretado por Ludovic Tézier -- barítono dotado de uma boa voz e postura física para o papel. O Raimondo de Kwangchul Youn também não se saiu nada mal, mas também não teve grande destaque no seu papel secundário.
A célebre "cena da loucura".
Não fiquei um fã da direcção musical de Patrick Summers. Não gostei do dueto "Verranno a te sull'aure", e isso parece ter feito a diferença de uma forma muito pragmática na minha impressão final.
Valeu bem a pena!

"Banksters" @ Teatro Nacional de São Carlos | Opinião dos leitores

Nos últimos tempos, já foram duas as vezes que me apanhei em estreias de óperas portuguesas, e fiquei demasiado traumatizado pelo pós-pós-pós-wagnerianismo depressivo, empapado, circular e desinteressante de Os Mortos Viajam de Metro, ou pelas tendências electrónicas aborrecidas e um objectivo muito pouco acessível de Quixote.

«Banksters»
Deixo aqui em baixo um mini-inquérito destinado aos que já assistiram ao espectáculo, para que os demais leitores e eu possamos evitar gastar umas massas, não deixando de rogar aos "Gentle Readers" que deixem as suas opiniões nos comentários.


(Vídeo: RTP2/ Câmara Clara)

Some Walküre and Strauss from "Rango"




Está engraçado! É pena só ter arranjado a versão dobrada; a voz do Johnny Depp é impagável a fazer de Rango (lagarto). Em vez de termos a cavalgada das valquírias, temos o voo dos seres esquisitos. Munida também do Danúbio Azul, esta é uma cena que contraria o estereotipo da música clássica que só serve para fazer anúncios televisivos. (No YouTube, há um comentário que diz, acerca do Danúbio: "If I go to space, I'm gonna play this when I float around in the space ship lol", que é algo de que não podemos fugir neste Strauss e vemos neste filme.)