Colecção "Ópera": nos 22-23: "Tristão e Iseu - Ricardo Wagner" (1948) - I


Não fugindo ao tema do blog, apresento o “Caderno Duplo 22-23” da colecção “Ópera”. Esta colecção foi editada nos anos 40’ e 50’(?) em Lisboa e, com sorte, ainda aparece em alfarrabistas com o preço variando entre 5 e 10 euros. A sua redacção foi dirigida por Mário de Sampayo Ribeiro. Como todos sabemos, a ópera cujo nome aqui é referido como “Tristão e Iseu” é, originalmente, “Tristan und Isolde”: a obra-prima de Richard Wagner. Não querendo estar (60 anos depois) a violar direitos de autor destes excertos, referencio bem as fontes, tal como se identificaram na obra.

Os recortes que se seguem são imagens inéditas na Internet. O primeiro conjunto refere a presença dos “motivos-condutores” (em alemão, leitmotiven ou em aldrabez, leitmotives) nas várias divisões da ópera, adiantando uma ideia expressa por cada um. A escrita manual transcreve arranjos de cada um desses leitmotiven, numerados de 1 (as primeiras barras da ópera) a 39 (do Liebestod). Podem carregar nas imagens para as observar em melhor resolução, tal como proporciona o scanner. Como curiosidades, refiro que as tabelas e partituras estão num desdobrável A4. Coloco a última imagem apenas porque é interessante e inédita na Internet. Mantenho-lhe a legenda original.

(Carregue nas imagens para as aumentar, que vale a pena.)

E finalmente...

Colecção "Ópera": Excertos da célebre colecção dos anos 40'

Anunciei uma surpresa… e aqui está ela.

Não fugindo ao tema do blog, apresento uma série de "recortes" que tenciono ir publicando. Esta série consiste apenas em recortes que eu farei dos "cadernos" colecção “Ópera”, que foi editada nos anos 40’ e 50’(?), em Lisboa. Mário de Sampayo Ribeiro dirigiu a redacção desta colecção. Ainda vão aparecendo alguns cadernos individuais em alfarrabistas com o preço variando entre 5 e 10 euros.

Não querendo estar (60 anos depois da edição) a violar direitos de autor dos pequenos excertos que porei por aqui, indico todas as referências de autoria e proveniência que se encontram nos cadernos. Que eu tenha reparado, todos os cadernos têm em comum - entre outras advertências de autoria de conteúdo alheio -:

(Parte comum das capas)


Estes cadernos têm em média 50 páginas, sendo que os duplos rondam as 100. Estas páginas repartem-se em 3 secções: «Do compositor e da obra, etc.», o «Argumento» e «Algumas luzes sobre a partitura». As imagens são uma constante, representado alternadamente grandes cantores dos papéis em questão, bons cantores no S. Carlos de tais papéis, cenários contemporâneos à edição no S. Carlos (que ainda eram bons), etc. Nas secções do compositor e da obra, encontram-se biografias e fotografias interessantes - por vezes raras -, enquadrando a ópera no contexto da vida do Compositor. No «argumento», transforma-se o libretto (poema) em prosa portuguesa, sem constar o texto na língua original. Sobre isso, aparece assim:


Em «Algumas luzes sobre a partitura», aparecem informações geralmente pouco interessantes, do tipo «A ária "Tal" é o número x do acto y, e está escrita em escala de ré maior». Já com Wagner, aparecem informações interessantíssimas acerca dos leitmotiven e transcrições da partitura muito acessíveis.

Se os meus leitores tiverem algum pedido especial desta colecção, deixem nos comentários, para que eu possa pôr aqui sem que depois tenha de etiquetar o post como “coisas que não interessam nem ao Menino Jesus”. Esta colecção abrange um "top 50" (ou 60?) das óperas mais importantes da época - passando mesmo pelo velho Carlos Gomes ou Thomas (que parece ter voltado à moda). A Donna Branca nunca foi editada.

Proms: Broadcasts Para Portugal !!

É uma felicidade saber que podemos ouvir os Proms em directo do Royal Albert Hall cá em Portugal. A Antena 2 limita-se a fazer umas transmissões em directo aqui e ali. Mas a Lisboa, chega também este site que apenas requer o Adobe Flash Player para ser lido e transmite tudo -- e em directo.

Neste momento, estou a ouvir em directo do RAH o Bryn Terfel no seu recém-estreado Hans Sachs dos Mestres Cantores. Amanhã passa o Simão Bocanegra com elenco de luxo (!!) incluindo o Plácido como Boccanegra! Apreciem a qualidade do som -- formidável.


--Actualização--
O Plácido acabou de arrasar na cena da morte. Adorava ter visto e não só ouvido.

Festival ao Largo: Noite Juvenil

Hoje, cantou o coro “Jovens Vozes de Lisboa”, com Maria Luísa de Freitas e Ana Paula Russo. Quem tocou foi a Orquestra Sinfónica Juvenil.
A meu ver, a utilização deste coro — com cantores de “idades compreendidas entre os 5 e os 20 anos” — foi uma excelente ideia. São vozes bonitas que foram bem ensinadas a cantar quer do ponto de vista lírico, como do linguístico. De longe uma melhor prestação do que a desta malta.
Maria Luísa de Freitas voltou a dar cabo do papel dos outros com a sua voz rouca e com as cadenze que não soube usar, transformando a Carmen (Habanera) numa personagem sem força — que não é decerto aquele “Diavle”, “sorcière”, ou sedutora que diz “si je t’aime… prends guarde à toi!”. (Termos do libretto.)
Uma prestação agradável de Ana Paula Russo…
… E o maestro é um nabo, com tempi dolorosamente lenti e sons continuamente pianissimi. (Espero que os termos técnicos em italiano sejam do agrado de um tal “Anônimo”.)

Interrogação retórica: Já que a alma deste espectáculo é a juventude,  porque não convidar aqueles jovens cantores (solistas) que cantam muito bem, como a Luísa Francesconi & companhia?